Parei!
Depois das inconstantes fracções de tempos dos últimos dias, em que rapidamente se tornava difícil respirar, ou quando o tempo parecia parar e tudo era insuportável, decido parar Agora! Sim, agora, e enfrentar todas as razões que fazem com que tudo seja difícil.
Não consigo dizer que existe apenas uma única razão. Sinto que é um acumular de situações, tudo ao meu redor cheira a falso, têm um sabor amargo a instável e estou vazia e tão cheia de tudo! O que um dia me deu prazer, hoje tornou-se "rotina". Faço por fazer, estou simplesmente por estar, convido por convidar... E neste mundo de loucos, sinto-me a mais, numa sincronização diferente de todos os outros. É ridículo como penso "vou fazer isto novamente? que seja", mais um jantar, mais uma saída, mais um filme, um livro, mais net... mais... Sempre as mesmas pessoas, as mesmas intrigas, as mesmas novelas, a mesma falta de sinceridade, e a mesma competição para ver quem é o mais! (evitem, o maior é o Ricardo).
Tudo isto, faz com que me sinta "cheia" por dentro. Quero chorar mas as lágrimas não escapam, são mais teimosas e fortes que eu, não entendem que bastava cinco minutos. Fácil, escondia-me, elas começavam a rolar devagar pela minha face, depois caiam aos montes e quando o tempo acabasse iria regressar com mais força e vontade de continuar.
É tudo tão instável, incerto e falso à minha volta. Olho e reparo que nada mudou, à muito tempo que as coisas estão iguais, serei eu que me tornei mais exigente e menos tolerante? Caramba, onde estão valores como a sinceridade ou a honestidade? Onde estão as decisões tomadas, o assumir de responsabilidades? O certo de hoje, não pode ser incerto amanha, principalmente quando se trata de pessoas e sentimentos, ou será que podemos andar uma vida a confundir os outros, só porque não sabemos o que se passa connosco? Não é justo! Trata-se de pessoas que sentem e não meras marionetas movidas como queremos para que tudo jogue a nosso favor!
Como posso ter eu certeza, como posso eu tentar avançar se o que fica para trás é instável e um dia pode destruir o que construir daqui para a frente nesta base inconstante? Como podemos construir uma relação com os outros se não entendemos o que se passa dentro de nós e nem uma noção verdadeira sobre nós temos (persistente?)? Tudo à minha volta é assim. Hoje é sim, amanha é não! O facto de não exigir menos do que dou faz com que critique hoje.

Aprendi a gostar mais de mim do que dos outros, e eis que surge a solução para por fim a tudo isto (pelo menos espero). Vou até ali, ainda não sei bem onde, apenas sei que desprendida de tudo, sem net, sem telemóvel e sem as mesmas pessoas. Infelizmente o "até ali" é mesmo aqui, visto que o estágio não me deixa arredar pé, mas será sem todas as ferramentas das novas tecnologias presentes, apenas com uma pequena excepção para cumprir com as responsabilidades agendadas no calendário do google (por uma pequena fracção de segundos). Em Setembro sim, irei "onde a rua me levar".
Com tudo isto, regresso a meio da segunda semana de Setembro, porque a responsabilidade assim o exige, mas certamente com as forças renovadas, o sorriso nos lábios e preparada para mais um ano na cidade que se diz ser dos estudantes.
Como alguém diz "longe da vista longe do coração", então que assim seja!
(porque esta musica acalma-me)

P.S.
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