sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Algo especial...

Há sorrisos, palavras, momentos que nos marcam!!!

Quero falar-te destes sorrisos,





Sim, estes sorrisos que amo e que são muito na minha vida! Sorrisos que me deram força, muito força, para ficar. Ficar numa casa desconhecida, em busca do que não sabia, descobrindo que Tu és muito em mim!
Tu mostraste-me que há sempre amor por detrás de uma grande revolta, um grande ódio, uma grande dúvida, porque o Teu amor é puro (pureza essa que nunca terei em mim). Dezanove jovens, sim dezanove jovens que Tu despertaste para Ti! Jovens perdidos, questionando-se constantemente "quem sou?" ou "porque existo?", respostas que Tu por entre linhas nos (me) foste mostrando para que nossa (minha) caminhada continue, pois esse é o plano de Deus, o Teu plano, para mim, para ti, para nós. Plano esse que se tornou mais forte e possivel, porque sei que o meu caminho é o teu rumo, esse brilho que tenho dentro de mim. Brilho que me faz querer que não estou só, porque nunca estivesse só!


Mandamentos? Criaste-os para mim, para me guiar no teu plano. Pecadora com sou, vou violando um a um, até não sobrar mais nenhum. E Tu, com o amor que tens por mim, amor esse que não sou digna, vais perdoando cada um sempre, sempre e sempre! Paro, afasto-me de mim, olho e descubro que a Igreja está comigo. Ao olha para ti jovem conviva choro, porque essa Igreja és tu. Diante de Ti, com todos aqueles olhares que não me deixam mentir, olhares que ao cruzarem-se com o meu me fizeram arrepiar, afirmei-te convictamente "Eu quero ser Igreja". Eu sou Igreja! Deste-me força para evengelizar esta Igreja que somos todos nós!

Este foi o Convivio Fraterno 1086

"Eu sou a Patricia, tenho 18 anos e não sou perfeita... este fim de semana foi muito importante para mim, porque descubrir que tinha imensas, imensas pessoas a trabalhar para que eu tivesse o fim de semana que tive foi optimo! Os momentos, todos, com esta equipa, com a equipa toda, tudo valeu a pena e repetia! Fizeram-me crescer e ver o mundo com outros olhos, espero copnseguir agora superar o meu quarto dia. Agora tenho uma preposta a fazer a todos: vamos voltar para a casa?" - Este foi o testemunho que dei no encerramento.

Cada olhar, cada palavra, cada gesto, cada sorriso, cada abraço, cada sentimento, porque em mim habitou uma grande confusão de sentimentos, ora chorava ora ria, apetecia-me cantar e no instante seguinte estava calada, tudo valeu a pena! Tudo ficará sempre em mim.

Obrigada a Ti, pela equipa fantastica que nos proporcionou estas descobertas!!

Amo-vos tanto!!

Obrigada a vocês sorrisos, pela força que me dão sempre para o seguir!


P.S.


sábado, 30 de agosto de 2008

vida...

Há momentos em que a vida se assemelha a um baloiço. Por vezes, tens os pés bem assentes na terra, não andas nem para a frente, nem para trás, fazes movimentos giratórios, aproveitas a doce sensação de calma e de tranquilidade sem saíres do mesmo sítio. Há situações, em que, timidamente, começas a ganhar balanço e ora avanças, ora recuas, quando vais para a frente não fazes conquistas extraordinárias, mas quando retrocedes também não perdes muito. No entanto, há dias em que resolves dar balanço e ver até onde consegues ir, decides perceber como será a sensação do vento a beijar-te o cabelo, decides que queres conhecer a sensação de um pássaro que voa em liberdade, queres ter os raios de sol aquecer-te o rosto, queres voltar a sentir a alegria espontânea de uma criança pequena, e aí, o céu é o limite. Mesmo nos momentos em que o baloiço vai atrás, sabes que é apenas para continuar a ganhar balanço, para cada vez, poderes voar mais alto. E este é um prazer que só consegues saborear sozinha. Porque quando tens alguém atrás de ti a empurrar o baloiço, podes ter exactamente as mesmas sensações de bem estar, sentir que estás a partilhar uma brincadeira, no entanto, no teu íntimo, sabes que perdes a independência de brincar como muito bem te apetece, estás sempre receosa que essa pessoa deixe de te empurrar, ou então, que te abandone no parque sozinha, ou pior, que te empurre com uma violência tão grande que te faça cair no chão sem dó nem piedade. Na vida, como no baloiço, há que impor o ritmo que é o ideal para nós, há momentos para voar radicalmente, até que a corrente não estique mais, há momentos para baloiçar preguiçosamente e saborear, há momentos para parar e pensar como se quer conduzir a nossa vida. Simplesmente isso: Parar e pensar!

P.S.

domingo, 6 de julho de 2008

as vezes...



Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma. Às vezes, mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida. Às vezes, é preciso abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar fora a chave. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho, mesmo que não haja caminho, porque o caminho se faz a andar. O sol, o vento o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então, esquecer.

P.S.
A vida realmente é mesmo éfemera tudo pode mudar num minuto, os planos feitos acavam e tudo muda!

P.S.

sábado, 5 de julho de 2008

nao posso negar!!!


Não posso negar o que vi, o que cheirei, o que senti, o que amei. Não posso negar que fui feliz, se fecho os olhos e sinto ainda todos os instantes felizes. Não, não posso negar que atravessei rios contigo, que te ensinei o nome das estrelas, que ouvimos juntos os pássaros e o vento nas árvores, que caminhei pelas ruas de mãos dadas contigo e que houve outros momentos que não foram tão felizes (…) mas havia uma luz ao fundo e essa luz indicava o caminho. Enquanto me lembrar estarei vivo e, vivendo, não deixarei morrer quem caminhou comigo, ao longo do caminho.
Nao Te Deixarei Morrer, David Crockett, Miguel Sousa Tavares
P.S

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Descarrilar...

Às vezes não sei o que hei-de fazer com a vida, vejo os dias sucederem-se num comboio estúpido e sem estações conduzido por um maquinista louco que não faz a mínima ideia onde acaba a linha e o pior é que nem quer saber. O comboio desliza sobre os carris cada vez mais depressa como se a qualquer instante perdesse a aderência e descarrilasse e então imagino as carruagens tombadas com as vísceras das minhas memórias espalhadas por todo o lado, a vida desmantelada no que já foi uma experiência rica e cheia, e que agora não vale nada.
Artista de Circo, Margarida Rebelo Pinto

P.S.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Tu és assim....

Como um Cavaleiro Andante habitas a prateleira dos livros especiais, moras naquele caderno estimado, de capa aveludada, com o teu cavalo alado, com a tua lança aguçada, com a tua espada, a tua armadura. Adoro sentar-me no chão, abrir-te de página em página e ouvir-te contar histórias sem nunca me cansar do teu «Era Uma Vez...». Contas tudo com um sorriso de menino, convences-me que todas as batalhas estão ganhas, que todas as vitórias são tuas e que no final do dia, voltas sempre para mim... cansado mas ufano, esgotado mas feliz. E eu, noite após noite, espero por ti. Sinto a minha alma desprender-se na tua direcção, vejo-a a vaguear pela linha do horizonte ansiando a tua chegada, com o cabelo ao vento. Mas tu não chegas… a lua dá lugar ao sol, o dia dá lugar a outro dia, a noite a outra noite, e eu espero… espero… espero... É então que oiço a tua voz dentro do livro a chamar por mim. Corro para te agarrar, para te tocar, para te dar um beijo, para te sentir, mas… és feito de papel, és uma personagem imaginária, o príncipe idealizado, o homem inexistente que apenas sonhei… Porque proteges os desafortunados e te esqueces de mim? Porque salvas o mundo e me deixas perder? Porque procuras recompensas se tens todo o meu amor? Nesses instantes a casa, transforma-se numa torre onde me sinto uma princesa agrilhoada, esta torre é tão real, tão fria, tão triste, tão intransponível. E a solidão mancha as páginas do livro, cobre tudo de negro, escurece as páginas que outrora foram pinceladas de cor-de-rosa. As lágrimas escorrem e esborratam as letras douradas da história que foi nossa. A tua imagem dilui-se, a tua voz dissipa-se, o meu amor esvai-se…

P.S.